Palavras Soltas - Compartilhando Experiências e Impressões

Anos 1980– Parapsicologia e percepções sutis 

Eu nasci com uma pulga atrás da orelha. Apesar de ter tido uma infância comum e simples, lembro que sentia muito medo durante à noite ao ir dormir. Não sabia o que era, mas parecia que “algo” oculto estava lá e meu desconhecimento me deixava muito assustado. Quando cheguei na adolescência, as coisas pioraram e ficaram mais intensas, mas acabaram se transformando em uma busca intensa por respostas. Essa angústia me fez ir além do apenas conhecido.

 

Não sei se faz parte de toda adolescência, mas não me sentia à vontade no mundo e “algo” estava fora da ordem. Comecei a “ver” coisas que a maioria não via ou pelo menos não dizia. Na verdade nunca vi com a visão comum nada de extraordinário. Sempre percorri as percepções mais sutis, apesar de ser sempre muito instintivo.

 

Toda vez que alguém vinha com uma interpretação de algum evento, eu tinha outra ou a mesma, mas com mais profundidade. Comecei a pensar e ver o mundo de forma peculiar. Meu apelido no segundo grau era Comuna. Eu não era comunista, nunca fui, mas ao meio da ditadura militar, um garoto que estudava história, tinha uma visão crítica e questionava as coisas, era tratado como tal.

 

Então comecei a ler e fazer cursos de parapsicologia e de controle mental. Na época não tinha contato com tradições orientais que pudessem me trazer algum tipo de interpretação mais lúcida das “coisas” sutis. Em pouco tempo esses estudos e práticas confusas não geraram bons frutos, mas, obviamente, tiveram seus valores e alguns despertares.

 

Algum tempo depois conheci o Do-in, mas apenas noções muito básicas.

A partir da faculdade, os assuntos místicos foram rareando e entrei no mundo mais pragmático e material, mas o desejo de investigar e compreender todas as possibilidades que vislumbrava, continuava presente. As coisas começaram a entrar nos eixos e o grande quebra-cabeça do meu mundo teve início quando em 1996 fiz meu primeiro curso de verdadeiro despertar: um curso de shiatsu e lá entrei em contato direto com uma sabedoria de verdade – a chinesa.

Mas isso ainda não bastava.

(continua...)

 

Gerson Coelho

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